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Contagem regressiva para o Bloco K: já está mais do que na hora da sua empresa se adequar às normas

Os avanços da comunicação e a revolução da informação se tornaram marcos importantes para a área Contábil e para a área da Tecnologia da Informação

Autor: Julio Cesar Flesch e Adir ZwirtesFonte: O Autor

Os avanços da comunicação e a revolução da informação se tornaram marcos importantes para a área Contábil e para a área da Tecnologia da Informação (TI), pois o ano de 2016 está chegando e as empresas deverão estar preparadas para um novo desafio, o "Bloco K", uma importante obrigatoriedade do SPED Fiscal que entrará em vigor neste  ano. Essa nova situação exigirá das empresas um controle maior sobre as informações que irão ser enviadas ao fisco em relação a produção de mercadorias e a escrituração do estoque pelos estabelecimentos industriais, ou a eles equiparados pela legislação federal, e pelos atacadistas, podendo, a critério do Fisco, ser exigido para contribuintes de outros setores.

Sendo assim, toda a Engenharia de Produção deverá ser catalogada, de modo que, as companhias se adaptem para novas mudanças estruturais e na reorganização de seus processos produtivos com o objetivo de  garantir a conformidade de suas escriturações e informações.

Mesmo tendo como aliados os escritórios de contabilidade, é importante salientar que as operações serão mais complexas e demandarão mais atenção dos empresários. Nesse contexto, a necessidade de investimentos em TI é percebida como uma necessidade estratégica da organização para proporcionar vantagens competitivas.  é pouco provável que uma organização possa se manter competitiva sem o uso dos recursos tecnológicos, pois investir em infraestrutura tecnológica é o que irá suportar a operacionalização dos negócios.

A grande preocupação dos Contadores é o modo de como os empresários estão tratando este tema, ou seja, não estão dando a atenção devida para essa nova obrigação. Muitos deles acham que isso é  uma tarefa exclusiva dos Contadores e do pessoal da TI, dando pouca importância para o assunto.

Sabe-se que inserir mudanças culturais para implantar novas modelagens dentro das empresas requer tempo e esse tempo é curto para a execução das adaptações necessárias, restando menos de quatro meses. A adequação ao "Bloco K" passa impreterivelmente pela implantação e padronização do processo de  automatização das empresas.

A geração do "Bloco K" ainda cria muitas dúvidas. As indústrias terão que realizar os registros de todas os componentes envolvidos na fabricação, incluindo as perdas e descartes de produtos e o atacado terá que apresentar estas informações referentes a cada item de seus estoques.

Para atender a esta nova demanda tributária, é fundamental que o empresário fique atento e aja rápido. Além da reorganização de seus processos produtivos, não se pode esquecer de manter a competividade e pensar em alternativas para que as margens não sejam afetadas.

Com um controle maior, a Receita Federal poderá identificar possíveis fraudes sobre a quantidade de estoques. A prática, comum para influenciar no lucro operacional da empresa com o não pagamento de impostos, diminuirá consideravelmente a partir da nova obrigação do "Bloco K" e, assim, o fisco poderá conferir isso mensalmente, evitando manipulações e arrecadando mais.

A exigência do "Bloco K" tornará mais eficiente a fiscalização dos órgãos competentes, portanto, é fundamental que as empresas organizem seus estoques. É vital neste momento repensar a estrutura e a logística da gestão empresarial, além do investimento em softwares que vão auxiliar nos controles e na geração de informações precisas e confiáveis para entrega do arquivo digital, além da capacitação dos colaboradores. O resultado deste esforço é a tranquilidade e a segurança, minimizando eventuais problemas que possam vir a ocorrer com o Fisco.

Julio Cesar Flesch - Analista de Negócio CIGAM

Adir Zwirtes -  Contador (CRC/RS 61.583)